É um Natal maravilhoso! Frank Capra, James Stewart: humanidade.

Este texto serviu de folha de sala para a segunda sessão do ciclo Porque Jorrais de Mim Lágrimas, organizado pel’A Mosca com o apoio da Escola de Ciências da Universidade do Minho.

MV5BMTMzMzY5NDc4M15BMl5BanBnXkFtZTcwMzc4NjIxNw@@._V1_SY1000_CR0,0,669,1000_AL_Hoje terminamos um ciclo com um dos mais belos filmes do cinema: It’s a Wonderful Life, realizado por Frank Capra, em 1949. A sua narrativa evoca A Christmas Carol, de Charles Dickens, mas não é nele baseado (embora o conto esteja presente na génese do outro texto que originou o filme). É importante lembrá-lo porque ajudou à definição do actual conceito de época natalícia, cem anos antes do filme ter chegado.

It’s a Wonderful Life é um clássico e um dos filmes mais queridos do cinema americano, embora, aquando da sua estreia comercial, não tenha tido muito sucesso — há quem culpe o penoso caminho calcorreado até à redenção final. Eventualmente, o próprio estúdio desistiu de renovar os direitos sobre o filme, e tornou-se domínio público por volta da década de 70; o que foi, sabemo-lo agora, uma feliz decisão: a partir daí, fez parte da grelha de virtualmente todas as estações televisivas americanas, e o público rendeu-se. os anos subsequentes haviam de o confirmar como o filme de Natal.

Conta-nos a história de George Bailey. Primeiro um petiz trabalhador, mais tarde, um jovem adulto com ideias de partir viagem e conhecer o mundo, há-de ficar para sempre preso à sua terra natal. Herdando o negócio de família, apaziguar-se-á assim: conseguiu a felicidade longe do seu sonho. É mais um excelente exemplo do terno humanismo de Frank Capra, a sua especialidade: histórias simples, com diálogos e acções genuínas, sempre polvilhadas com amor, fraterno ou romântico, sempre convictas e morais.

Este foi o seu filme favorito — que mostrava à família todos os anos, por altura do Natal — e também o de James Stewart. E que maravilhosa performance, a sua! É claro que It’s a Wonderful Life é um dos mais emocionalmente intensos trabalhos do cinema (como não nos destruirmos, para pronta reconstrução, naquele final?), mas é nele, ao longo de toda a história, que está ancorado um muito particular sentido de humor.

Não há muito mais a dizer sobre a obra. A sua perenidade atesta às intrínsecas qualidades do filme, que julgo cingir-se, larga parte, à sua pura expressão de humanidade. Volta-se a ele como se fosse um velho amigo; dele saímos mais contentes e aconchegados, como se lembrássemos, uma vez mais, o que há de fundamental nesta nossa vida. Espero que gostem. Boas Festas!

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