Emissão de 01/04 – Os ratos de Zappa, pop que cruza eras, e a morte.

Para esta semana, e motivados pela efeméride do dia das Mentiras, iniciámos a hora de uma forma diferente – um pequeno resumo do mês de Abril; e ainda antes da primeira música, ficámos com um pequeno excerto do filme Diner, que introduz o ‘maior saxofonista de todos os tempos’, Charlie Parker. Regressa às emissões ainda com Dizzy Gillespie, com quem gravou sessões compiladas no disco Bird and Diz. Seguimos, pela música deste ano, com Charli XCX – nova mixtape – e novo single de Frank Ocean – que entretanto lançou mais dois. Mas o grande destaque da emissão encontra-se na década de 60: primeiro, os britânicos Kaleidoscope, autores de pop psicadélica cuja estética tem sido recuperada nos últimos anos (Tame Impala, MGMT, Temples, e tantos outros); e logo de seguida, com o enorme Frank Zappa, um dos mais camaleónicos, experimentais, exploradores músicos do século XX, e de quem ouvimos três músicas de dois dos seus discos. A cargo da Porto Calling, duas óptimas recomendações: primeiro, o calypso produzido por Van Dyke Parks e da autoria de Mighty Sparrow – amostra de uma corrente exótica que o americano havia de importar no seu disco Discover America – e, logo de seguida, a colaboração entre Tess Parks e o veterano Anton Newcombe (The Brian Jonestown Massacre). É obrigatório visitar o site da loja, em portocalling.com. Já na recta final, um brevíssimo devaneio pela electrónica dos 101 Strings (andamos à procura de complementos ao Plantasia de Mort Garson no nosso compêndio de avant-garden), para depois fecharmos com a música de Mount Eerie. Phil Elverum apresentou este novo disco depois da morte da sua esposa, Geneviéve, e é um dos mais poderosos exercícios que recordaremos deste ano. Antes de o introduzirmos, passámos, como muleta, pela música de Sun Kil Moon, e em particular o último disco Benji: o estilo stream of consciousness, que na altura (2014) tinha constituído uma lufada de ar fresco no panorama dos cantautores, constitui a mais saliente característica do álbum. A par de Kozelek, Elverum também utiliza um estilo semelhante para abordar o tema da morte – e fá-lo de uma forma extraordinariamente franca. Mais do que falado, o disco deve ser ouvido. Fica a recomendação, embora não seja fácil de digerir. 

  1. Prelúdio ao programa: informações pertinentes sobre o mês de Abril (duração do mês, feriados, provérbios populares)
  2. Charlie Parker & Dizzy Gillespie – An Oscar For Treadwell (Bird and Diz, 1950, introduzidos por um diálogo do filme Diner, de 1982)
  3. Charli XCX – ILY2 (Number 1 Angel, 2017)
  4. Frank Ocean – Chanel (2017)
  5. Kaleidoscope – Kaleidoscope (Tangerine Dream, 1967)
  6. Kaleidoscope – Dive Into Yesterday (Tangerine Dream, 1967)
  7. Frank Zappa – Peaches en Regalia (Hot Rats, 1969)
  8. Frank Zappa – Little Umbrellas (Hot Rats, 1969
  9. Frank Zappa & The Mothers of Invention – Can’t Afford No Shoes (One Size Fits All, 1975)
  10. Mighty Sparrow – More Cock (Hot and Sweet, 1974)
  11. Tess Parks & Anton Newcombe – Mama (I Declare Nothing, 2015) | recomendação da Porto Calling.
  12. 101 Strings – Where Were You in 1982? (Astro-Sounds From Beyond The Year 2000, 1968)
  13. Sun Kil Moon – Ben is my Friend (Benji, 2014)
  14. Mount Eerie – Real Death (A Crow Looked at Me, 2017)

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