Edição 96 – Novos de PC Music, a carreira de Mort Garson, e o name-dropping de James Murphy.

Estamos de volta!

A começar, duas novas apostas da PC Music para 2016, o colectivo que tem dado cartas e redefinido tendências na música pop através dos seus artistas. Primeiro, a nova faixa do seu mentor A.G. Cook, uma espécie de orientador criativo, que apresenta Superstar, um dueto com uma voz feminina bem condizente com o restante catálogo da editora; depois, Danny L Harle, mais um produtor, colabora com Carly Rae Jepsen num registo menos alienígena, se assim se pode descrever, que a música anterior. Está mais perto da pop convencional.

Depois, recordámos uma produção a três mãos, no domínio do hip-hop (MF) DOOM, Thom Yorke, e Jonny Greenwood.

Na passada semana, o suplemento cultural Ípsilon referenciou a Awesome Tapes From Africa, uma espécie de editora (que começou como um simples blog) e que se especializa em recuperar música perdida da cultura africana. Desta vez, ficámos com música do Mali, pela cantora Nâ Hawa Doumbia, num registo que remete ao ano de 1982; a instrumentação, fortemente enraizada na música africana, acompanha a muito exótica voz da maliana. A ouvir!

E, com a cortesia da Porto Calling, passámos pela prolífica e muito interessante carreira de Mort Garson, de quem temos ouvido, nos últimos tempos, o disco Mother Earth’s Plantasia (1976) – uma ode romântica “às plantas e às pessoas que as amam”. Esse é indubitavelmente o ponto alto da sua música, mas partimos à descoberta e encontrámos mais: Mort compôs música inspirada no paranormal, trabalhou sob o nome de Lucifer e foi, no início da carreira, colaborador em vários hits da música pop contemporãnea e um dos pioneiros na utilização do sintetizador Moog a nível mundial. E dado que Plantasia é das melhores coisas que ouvimos nos últimos tempos, foi óptimo descobrir o resto da sua carreira. (menciono na emissão: Mort chegou a trabalhar a banda sonora de um filme série B (ou C…) nos EUA, que nunca teve muito sucesso por vários motivos. No site The Unknown Movies, pode-se consultar uma sinopse/análise do filme e, no final da página, uma muito interessante série de cartas que o autor do site foi recebendo em relação ao mesmo. Um óptimo pedaço de internet!)

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Já na recta final da emissão, recordámos um dos melhores concertos deste Verão em solo nacional: os LCD Soundsystem, de quem desconhecia a carreira, que impressionaram e superaram as expectativas em Paredes de Coura (e uma banda que podia, perfeitamente, ter sido cabeça de cartaz no NOS Alive). Da discografia, quis recuperar I’m Losing My Edge, uma espécie de rant confessional sobre a carreira de James Murphy como DJ, a sua ira em relação aos know-it-all‘s da altura, e um delicioso name dropping de várias bandas e projectos musicais que o próprio considera interessantes (e muitos já por aqui passaram!). Mesmo a fechar, uma breve passagem pelo disco Mercury Coast (2016) do projecto Ssaliva.

Faremos o possível por voltar em breve. Espero que gostem!

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