Edição 94 – Jazz fusão com Carpenters, a força dos Swans, e parcialmente japoneses.

Chegámos com a Edição 94 do podcast!

A começar, três vozes femininas com a “nossa” Karen Dalton e o seu primeiro registo comercial, o disco It’s Hard To Tell Who’s Going to Love You The Best (1969); os Carpenters, de quem ouvimos a música que fecha o seu álbum Close To You (1970), e que foge ao registo que habitualmente lhes conhecemos; e, logo a seguir, as Twa Toots, que viveram uma curtíssima carreira da qual se conhece pouco mais além da Peel Session que aqui apresentamos.

Depois, passamos a um projecto que terá mais destaque em futuras emissões: os Half Japanese, grupo criado pelos irmãos Jad e David Fair, muito activos durante a década de 80.   Os seus discos são tendecialmente lo-fi e descendentes do punk, com músicas curtas e energéticas; mais tarde, havemos de recordar a sua incursão pelo movimento no-wave. Hoje, ficamos pelo seu registo mais acessível: Charmed Life, editado em 1988.

Porto Calling sugere-nos um grupo francês que bebe influências várias do mundo musical francófono, a meio caminho entre a música yé-yé e a irreverência de Serge Gainsbourg. São os Limiñanas, com disco editado em 2013, Costa Blanca.

Reservamos algum tempo para ouvir os Swans, grupo estandarte do experimental contemporâneo. A sua titânica carreira tem várias fases – remonta à década de 80, com o primeiro disco Filth – e alguns interregnos pelo meio; o disco que ouvimos é fruto duma primeira reunião, em 2010, quando editaram My Father Will Guide Me Up a Rope To The Sky. É um trabalho acessível, do mais acessível que se pode esperar dos Swans, e dele ouvimos duas músicas. Lembramos, também, que têm editado regularmente e 2016 já conta com um novo disco, The Glowing Man.

Segue-se mais um nome conhecido para os ouvintes atentos. Os Fishmans já por aqui passaram com o disco Long Season (1996), que surgiu recentemente no radar do público ocidental devido aos fóruns do 4Chan, RYM, etc. – assim, receberam a atenção devida dada a sua interessante e camaleónica carreira. Os seus primeiros discos colocam-nos muito perto do dub, e, mais tarde, como militantes de um delicioso psicadelismo pop. Para hoje, recordamos o registo do seu último concerto (que tem uma altíssima qualidade áudio), gravado em 1998 – ‘98.12.28男達の別れ, onde acabam por tocar o supramencionado Long Season na íntegra. O vocalista Shinji Sato viria a falecer pouco depois. Ainda ligado à genealogia dub encontramos Domenique Dumontartista da electrónica que actua na edição deste ano do Festival Milhões de Festa, em Barcelos.

Já na fase final do programa, houve tempo ainda para um grupo nacional, Telectu, formado por Vítor Rua (ex-GNR) e Jorge Lima Barreto. Mais um que devemos explorar a fundo noutras emissões. Fechamos a emissão com Sonny Sharrock (e a preciosa contribuição da sua companheira da altura, Linda Sharrock) no belíssimo e portentoso Black Woman (1970), intimamente ligado ao free jazz. Grande, grande disco.

Espero que gostem. Voltamos em breve!

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