Edição 93 – A amálgama musical dos Stereolab, novo single de Beck, e a irreverência dos Crainium.

Decorrido mais de um mês desde a última edição do podcast, pedimos as devidas desculpas e prestamo-nos à música.

Desta vez, abrimos com o novo single do americano Beck, que pisa terrenos alheios ao que tem feito nos últimos anos. Chama-se WOW – e deixou-nos com elevadas expectativas para o seu próximo disco. Tempo ainda para recuperar um dos pontos altos do concerto de White Fence, em Braga, com uma das músicas do projecto paralelo de Tim Presley: chama-se W-X; e também, claro, a mixtape pela qual tanto aguardámos: Chance the Rapper traz-nos Same Drugs.

O projecto ao qual demos mais destaque nesta hora segue-se: chamam-se Stereolab, vêm de Inglaterra, e são uma das mais entusiasmantes e camaleónicas bandas dos anos 90. No seu repertório constam mais de 10 álbuns de estúdio, mais uma série de EPs (entre eles, umas colaborações com os Nurse With Wound!). Sem entrar em muitos detalhes técnicos, digamos que são uma banda composta por melómanos; só assim se explica a imensa variedade de influências que constam nos seus trabalhos. Ouve-se o drive frenético do krautrock, as inocentes melodias das canções francesas, e as experimentações que sempre pautaram os artistas avant-garde. Destes Stereolab ouvimos 3 músicas, todas de discos diferentes.

E, como não podia deixar de ser, alguém colheu os frutos que os Stereolab plantaram; neste caso em particular, ouvimos os Broadcast, também ingleses, que no início da sua carreira foram sobejamente comparados aos primeiros. Felizmente, souberam usar essas comparações a seu favor e também lançaram óptimos discos. Deles, recomenda-se o disco Tender Buttons (2005).

Porto Calling  convida-nos, desta vez, a ouvir os Lost Themes (2015) de John Carpenter. O realizador também fez, em tempos, alguns trabalhos musicais, de forma a que pudessem complementar os seus filmes (não esqueçamos o filme The Thing (1982), realizado pelo americano). Aqui, ouvimos um ambient tenso, e tenebroso, até.

A entrar na recta final do programa, ficámos com os Gang Gang Dance e uma recordação do seu trabalho Eye Contact (2011). Na altura, foi um disco que não me impressionou muito; à medida que os anos vão passando, gosto de o redescobrir. Vêm a propósito porque alguns dos seus membros integraram um curioso grupo de nome The Crainium, que produz música imprevisível e de longos rasgos de energia. Pode, claro, ligar-se às correntes nova-iorquinas do no wave, assim como, de certa forma, à atitude do free jazz. O disco chama-se A New Music For A New Kitchen (1998).

Para fechar a emissão, não podíamos passar ao lado do novo dos RadioheadA Moon Shaped Pool. Assim sendo, recuperámos a última faixa do seu EP I Might Be Wrong: Live Recordings (2001), que, como o nome indica, consiste em gravações de alguns dos seus concertos. Foi aqui que muitos ouviram, pela primeira vez, a icónica True Love Waits, que os britânicos finalmente gravaram em estúdio. Pela nostalgia, ouvimos a versão original e que há mais tempo nos acompanha.

Estão lançadas as pistas para esta edição do programa. Espero que gostem!

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