Edição 88 – The Life of Pablo, a irreverência de Annette Peacock, e o activismo entre o jazz e o hip-hop.

Voltámos!

Os últimos tempos não têm sido fáceis no que toca à gestão do tempo. Como tal, dedicámos o início do programa ao disco que marcou o início de Fevereiro: The Life of Pablo, de Kanye West. Ficámos com a primeira música do disco, assim como a opinião sobre o trabalho e, também, a análise ao que pode mudar depois de um lançamento tão inusitado. Depois, a vez de ouvir Donnie Trumpet & The Social Experiment, juntamente com a voz de Chance The Rapper, no trabalho Surf de 2015. De volta ao corrente ano, espreitámos Painting With dos Animal Collective (que havia sido antecipado há algumas edições atrás).

Desta vez, a recomendação da Porto Calling traz-nos os The Music Machine, grupo que editou o seu primeiro disco em 1966. Uma mistura de composições originais com covers, a pedido da editora, apresentam-nos uma das primeiras iterações pelo garage rock. É a sugestão da melhor loja de vinil do país, no Porto.

Seguimos com a música da americana Annette Peacock, nome essencial dum jazz experimental, sem medo de se ligar a outras correntes da música – entre as quais a força do blues, e a irreverência do rock. Começou a gravar nos finais da década de 60, juntamente com Paul Bley – outro enormíssimo músico – e é de um dos seus primeiros trabalhos gravados que ouvimos A Loss of Consciousness. Um disco pioneiro no que toca ao uso do sintetizador Moog na modulação da voz. Vale a pena ouvir! Seguimos com uma outra música do seu álbum mais marcante – I’m The One, de 1972.

A descoberta da semana ficou dividida entre Annette Peacock e a fantástica colaboração entre dois grandes nomes contemporãneos: Vijay Iyer, músico de jazz, e Mike Ladd. Inspirados num manifesto escrito por Jafar Panahi, realizador iraniano (com uma carreira obrigatória, desde The Mirror a Taxi), que teve problemas com os serviços de imigração nos EUA, criam um vívido cenário no disco In What Language?, de 2003, sobre multiculturalidade e a globalização. Um poderoso portento musical dirigido por Iyer e pautado pelas cortantes letras Ladd.

Para terminar, não esquecer que no próximo dia 4 de Março, há concerto na Casa da Música, com a Sinfonia Nº1 em Ré Maior, Titã, Lieder eines fahrenden Gesellen, todas elas composições de Gustav Mahler; depois, a leitura de um breve poema de Manuel Alegre, ‘Cão Como Nós’; e, para terminar em grande, uma música do novíssimo disco dos peixe : avião, que partilha o nome do álbum: Peso Morto.

Foi assim que passámos uma belíssima hora. Espero que gostem, e que voltem para a próxima! Até já.

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