Breve apontamento sobre Sidney Lumet e Jacques Tati.

Ainda não é possível voltar ao antigo formato de curta opinião sobre cada filme da semana, muito por motivos de tempo. Veremos se será possível, em breve.

6a00d8341c2b7953ef01538ed37189970bAinda assim, destaco a a filmografia de Sidney Lumet, sobre o qual vou, em breve, discorrer num artigo próprio e mais extenso. A sua carreira, que tem como um dos grandes destaques 12 Angry Men (1959), está recheada de outros enormes filmes, entre os quais destaco Serpico (1973) Dog Day Afternoon (1975), ambos com Al Pacino no papel principal; The Verdict (1982), com uma óptima prestação de Paul Newman; Network (1974), um filme cada vez mais pertinente sobre o poder e a força da televisão; e, por fim, Before The Devil Knows You’re Dead (2007), o seu último da carreira, com Phillip Seymour Hoffman igual a si próprio – excelente – e Ethan Hawke a mostrar que sabe fazer mais do que olhar, com olhos de cachorrinho embevecido, para Julie Delpy. Quanto aos traços gerais do seu cinema, não será descabido dizer que é humanista, no sentido em que retrata, duma forma não demasiado comprometida, a condição humana; e dá um enorme destaque aos grandes dilemas morais, representados nas posições de maior poder (polícia, advocacia e justica, etc.). A quem não conheça o seu cinema, recomendaria Serpico, uma história verídica sobre a carreira de um polícia, e Before The Devil Knows You’re Dead, filmado em digital, e, possivelmente, o seu mais brutal e desconcertante enredo em cinema. E duvido que, depois destes, não se sintam impelidos a ver o resto da filmografia (como eu!).

A220px-Playtimeoriginalposterlém da carreira do realizador americano, pude ainda ver, na nossa sala do Theatro Circo, Playtime (1967) , do francês Jacques Tati, de quem nada conhecia  fiquei curioso pelo resto do seu trabalho. Apesar da parca narrativa – que serve, na minha opinião, apenas como um fio condutor para os diferentes sketches cómicos -, e com momentos menos bem conseguidos que afectaram o ritmo do filme, tudo é perdoado a Tati depois da grandiosa cena final, que se desenrola como um apoteótico clímax cómico. E, como disse um amigo meu (que se conserva anónimo, por motivos), “é possível que Mr. Bean seja inspirado no trabalho de Tati”, nomeadamente no que toca ao humor físico e situacional que é, realmente, comum a ambos. A seu tempo, dedicarei mais atenção à sua carreira.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s