A Mosca – Edições 78 e 79

Esta foi mais uma semana de agrura académica que asfixia qualquer hipótese de um escapismo artístico. No entanto, lá o tempo se foi gerindo de uma forma aceitável, e foi possível ver algum cinema. A meta dos 150 filmes em 2015 está cada vez mais próxima, e talvez consiga ultrapassar esse número. Na literatura, um dia lá terei a audácia de escrever sobre escritos, que a mim me faz uma confusão imensa. Qual o intuito de escrever sobre letras?

Sigamos à actualização dos podcasts d’A Mosca:

Edição 78

Na senda da óptima palestra de Brian Eno no último dia 2 de Outubro, o músico britânico não poderia deixar de ser o destaque da emissão. Como tal, relembrámos momentos marcantes da sua carreira: o seu álbum a solo, o trabalho que desenvolveu no género do ambient, o contributo como produtor e, também, a curadoria de uma compilação de no-wave, ‘No New York‘ (1978). Além disso, e no início do programa, ouvimos um grande álbum do ano passado, de Bruno Pernadas, e também dois nomes clássicos da música norte-americana – Lee Dorsey na soul, e Toots And The Maytals no reggae. Este último, um trabalho muito recomendado aos ouvintes. Para finalizar, uma pequena incursão no hip-hop, através dos inovadores, psicadélicos, e experimentais Beastie Boys, passando pela poderosa música de J Dilla. A última canção ficou à responsabilidade dum grande nome da música portuguesa, Pedro Barroso, de quem recuperámos o disco ‘Do Lado de Cá de Mim’ (1983).

Clica para ouvir a 78º Edição!
Clica para ouvir a 78º Edição!

Edição 79

Na última semana, as incrivelmente chatas doenças de Outono apanharam-me, e a minha intervenção ficou limitada ao início do programa; ainda assim, foi uma emissão recheada de óptima música. No início, a voz de Billie Holiday, seguida pelos ritmos mexidos do hip-hop de Eric B & Rakim Blackalicious. Depois, as americanas ESG apresentam-nos o seu pós-punk, que muito bebe da história da música americana. Ouvimos também os Kronos Quartet, que pedem, numa outra altura, um olhar mais atento pela sua extensa carreira discográfica, assim como a diabólica música folk dos Comus exige uma outra atenção ao seu enormíssimo álbum First Utterance (1971). Passámos ainda pela música de Carlos Paredes, a solo e, também, em colaboração com Charlie Haden, com uma passagem final pelas paisagens sonoras de Max Richter e, especialmente, de Ryosuke Miyata.

Clica para ouvir a 79º Edição!
Clica para ouvir a 79º Edição!

A Mosca vai para o ar nas madrugadas de

segunda para terça-feira, a partir da

1 da manhã.

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