A Mosca – Edições 70,5 e 71

Edição 70,5

Para começar, temos esta meia emissão. Isto, porque na sexta-feira anterior ao programa, A Mosca teve o seu programa em directo, no horário da tarde. Como tal, foram duas emissões numa semana e achámos por bem separar. Esta edição 70,5 foi, de facto, especial. Começámos com os noruegueses The Frank Znort Quartet, com uma espécie de blues muito animado, e regado com bom álcool. A história deste projecto é interessante. Depois, uma amostra da carreira de James Chance, que aqui se apresenta como James White & The Blacks. Ele, uma das maiores figuras do no-wave, propôs-se a criar um álbum que fosse beber ao disco, isto é, ao género de dança comercial que se praticava nos 70’s. O resultado é imperdível! Por um lado, acessível nas melodias; por outro, ouve-se umas dissonâncias quase despercebidas que apimentam este registo. É um trabalho genial e provocador. Segue-se um repetente n’A Mosca – Fred Frith – para seguidamente entrarmos no mundo musical de Frank Zappa, o grande nome da emissão. Ouvimos uma das suas grandes influências, o género vocal do doo-wop, e fomos investigar a fase inicial da sua carreira. Pelo menos, até à intersecção com Captain Beefheart and his Magic Band. Estes últimos produziram o que é por muitos considerado o grande álbum de rock. Dissonante, incoerente, espasmódico: tudo possíveis adjectivos para o álbum Trout Mask Replica, datado de 1970 – mas muitos anos à frente de qualquer seu contemporâneo. Se puderem, recomenda-se a audição. É, digamos assim, um autêntico desbloqueador sonoro de outros mundos musicais. Depois da insanidade destes últimos, acabámos com a música de Curtis Mayfield, e o seu clássico There’s No Place Like America Today (1975).

Edição 71

E depois de uma emissão tão conseguida, perdemos a cabeça. Com mais dois convidados em estúdio – fiéis ouvintes do programa -, lançámo-nos à loucura da descoberta musical e não tivemos mão no destino. Primeiro, com dois novos trabalhos deste ano, os Wilco e os Destroyer. Estão aprovados. Depois, recuperámos a carreira de Syd Barrett, o primeiro vocalista e membro muito influente dos Pink Floyd. Seguiram-se os The Clash, aos quais fomos buscar o seu punk de muitas e variadas influências. Uma delas é precisamente o reggae, e por isso ouvimos também os Congos. Depois, entrámos num género ainda por explorar: a música que faz banda-sonora a séries, filmes, e anime (entretenimento televisivo japonês). Desta vez, ouvimos os Seatbelts, que fazem a banda sonora de Cowboy Bebop. Depois, fomos mais comedidos. Recordámos John Zorn, que passou também pelo nosso projecto paralelo – a Quintessência -, e ainda em terrenos de jazz, ouvimos Karin Korg, cuja carreira foi revisitava, há pouco tempo, pela editora Light in the Attic. Para terminar, uma jornada pelo hip-hop (não podia faltar) e ouvimos DJ Shadow e King Geedorah. A emissão fechou com o vaporwave da autoria de Saint Pepsi.

A Mosca volta na próxima madrugada de segunda para terça-feira. Até lá,

podem ouvir a Quintessência! Domingo, a partir das 21h, uma hora dedicada a um género.

Esta semana, é o hip-hop. Contamos com vocês!

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