A Mosca (63º, 64º, 65º e 66º Edições) – Podcasts em dia!

Tardou, mas chegaram! Aqui ficam disponíveis os quatro últimos podcasts das emissões d’A Mosca, programa pertencente à antena da Rádio Universitária do Minho. Neste último mês, fomos verdadeiramente ecléticos: poucos foram os géneros onde não deitamos a atenção. Na 63º emissão, contamos logo a abrir com a soul sensual de Marvin Gaye, para seguirmos em agradáveis terrenos de jazz e funk (destacam-se os Mahavishnu Orchestra e Curtis Mayfield, respectivamente). Depois, krautrock da melhor formada – cortesia dos Can – passando por dois incontornáveis, mas de discretas carreiras em vida, nomes da música folk, nomeadamente Jackson C. Frank e Nick Drake.

Na emissão 64º, recordações de bons concertos no NOS Primavera Sound (entre outros, ouvimos Slowdive, que voltam este ano a Portugal, no Festival Paredes de Coura!), deitando também um olho à country americana de Neil Young e da incrível Karen Dalton, cujo álbum In My Own Time (1971) já tem um lugar cativo nas nossas emissões.

Chegados à semana seguinte, perdemos a cabeça e embarcamos numa erudita excursão com grandes nomes do experimentalismo e do “pensar-fora-da-caixa”. Primeiro, os alemães Einstürzende Neubaten (dos melhores do NPS 2015), seguindo-se a trindade Frank Zappa, Miles Davis, e Herbie Hancock. Do primeiro, ouvimos-lhe um dos seus mais acessíveis e celebrados trabalhos – Uncle Meat (1969) -, enquanto que para os outros dois, entidades basilares do jazz, enveredámos em projectos seus mais periféricos. Do primeiro, o seu álbum On The Corner (1972), de recepção mista na crítica; quanto a Hancock, ouvimos Sextant (1973), no qual aborda, em ritmos exóticos e experimentais, uma mescla entre a electrónica e o jazz. Curiosamente, foram dois álbuns que precederam registos aclamadíssimos na carreira de ambos – falo de Bitches Brew e Headhunters, respectivamente. Esta foi uma emissão muito interessante – eclética, como sempre – em que passámos, mais tarde, pela música de Amália Rodrigues e Carlos Paredes. Vale a pena ouvir.

Finalmente, na 66º emissão, algo mais ortodoxo. A entrada deve-se aos akron/family, que teimam em não desiludir, seguindo-se a música africana de Dorothy Ashby  (vale muito a pena ouvir o seu trabalho) e King Sunny Adé. Representamos também o hip-hop, através de Dr. Dre e o trabalho de estreia de Donny Trumpet & The Social Experiment, no qual contribui o nosso conhecido Chance The Rapper. Pelo caminho, Portishead, Joan Baez, o futurismo optimista de Squarepusher, e, para terminar, plunderphonics para uma vida melhor da autoria de People Like Us & The Jet Black Hair People.

Temos, assim, os nossos podcasts em dia e prometemos uma maior assiduidade nesse sentido. Foram, realmente, semanas complicadas e de muita atribulação. Em Julho, conto ter novidades em relação ao projecto do blog, como ao próprio programa, pelo que, até lá, têm imenso tempo para por a matéria em dia. Vamos entrar na maior força.

A próxima emissão d’A Mosca é na próxima Segunda-feira, a partir da 1h da madrugada – mas antes, no Domingo, às 21h, há emissão da Quintessência, com Duarte Matos e a música clássica. Agenda preenchida!

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